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Política Nacional

Transmissão de cargo de 17 ministros de Bolsonaro ocorre hoje em Brasília

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Posse do novo presidente foi encerrada com foto oficial da nova equipe do governo, composta pelos ministros de Bolsonaro
Valter Campanato/Agência Brasil – 1.1.19

Posse do novo presidente foi encerrada com foto oficial da nova equipe do governo, composta pelos ministros de Bolsonaro

Assim como de costume, no dia seguinte à posse presidencial, ocorre nesta quarta-feira (2), as cerimônias de transmissão de cargos dos ministros do novo governo federal. Nessas solenidades, que são simbólicas, os ministros de Bolsonaro irão receber o cargo dos seus antecessores. 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participará da cerimônia de transmissão de cargo de cinco dos 22 ministros nomeados – Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência, general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e general Augusto Heleno (Segurança Institucional). Os quatro ministros de Bolsonaro
 são diretamente vinculado à Presidência.

Haverá solenidades praticamente durante todo o dia, a partir das 9h até as 18h. No final do dia, Bolsonaro também deve comparecer à solenidade de transmissão do cargo do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo.

Dos 22 ministros escolhidos por Bolsonaro, apenas 17 passarão pela transmissão de cargos nesta quarta. Isso porque Wagner Rosário já é o ministro da Controladoria Geral da União, então não transmitirá o cargo. Além disso, outras três pastas não terão a solenidade hoje: Advocacia Geral da União, Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente.

Dos nomes escolhidos por Jair Bolsonaro, 21 tomaram posse ontem. Afinal, o indicado para presidir o Banco Central, que tem status de ministério, Roberto Campos Neto, ainda precisa ser sabatinado e ter sua nomeação aprovada pelo Senado.

Hoje, pela manhã, há transmissão de cargo do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para Marcos Pontes, e da Justiça e Segurança Institucional para Sérgio Fernando Moro, além de Minas e Energia, almirante Bento Costa e Lima, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

À tarde, as solenidades são dos ministros de Cidadania e Ação Social, Osmar Terra, da Saúde, Luiz Mandetta, da Economia, Paulo Guedes, da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, além do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

No final da tarde, haverá transmissão de cargo da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ela, junto a Tereza Cristina, são as únicas mulheres escolhidas para os cargos de ministro de Bolsonaro
.

* Com informações da Agência Brasil.

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Economia

Programa nacional vai beneficiar 1,2 milhão de empresas com gestão completa gratuita, emissão de NF-e e certificado digital sem custo

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São Paulo, 24 de novembro de 2025 – Durante o evento nacional realizado no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo, a ASSIMPI (Associação Nacional dos SIMPIs) e o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte anunciaram hoje o lançamento do “Gestão MEI”, programa que vai beneficiar, em um ano, 1,2 milhão de microempreendedores individuais (MEIs) em todo o Brasil. O anúncio, feito diante de lideranças empresariais e representantes do setor produtivo, marcou a oficialização do Acordo de Cooperação Técnica nº 06/2025, que estabelece um pacote inédito de concessões gratuitas, incluindo software de gestão, emissor de notas fiscais eletrônicas e a oferta mensal de até 100 mil certificados digitais e-CNPJ A1, consolidando a maior ação coordenada de formalização e modernização já voltada ao empreendedor brasileiro.

O lançamento do “Gestão MEI” ocorre em um momento em que o país convive com aproximadamente 20 milhões de negócios operando na informalidade. Mesmo entre os formalizados, muitos enfrentam dificuldades que comprometem sua competitividade e sustentabilidade. A falta de ferramentas acessíveis de gestão financeira dificulta o controle de fluxo de caixa e a geração de relatórios; os custos de tecnologia digital afastam os pequenos negócios de soluções essenciais; e a certificação digital, indispensável para emissão fiscal e operações oficiais, continua sendo uma das barreiras mais onerosas para quem está iniciando ou se formalizando.

O “Gestão MEI” foi desenhado exatamente para enfrentar esses entraves. O programa oferece acesso gratuito a um sistema completo de gestão, que organiza fluxo de caixa, relatórios administrativos e emissão de notas fiscais eletrônicas em uma plataforma integrada ao Portal do Empreendedor, permitindo que o MEI tenha estrutura gerencial semelhante à de empresas maiores. Além disso, a concessão mensal de até 100 mil certificados digitais gratuitos elimina um dos custos mais pesados e recorrentes para quem precisa emitir documentos oficiais, participar de licitações ou operar com mais segurança financeira. Com isso, o programa remove de forma ampla os principais entraves que historicamente impediram milhões de brasileiros de se formalizar ou de gerir seus negócios com eficiência.

Para trabalhadores ainda na informalidade, o “Gestão MEI” representa uma oportunidade concreta de entrada no mercado formal, sem a barreira de custos que normalmente desestimulam a regularização. Para os MEIs já constituídos, significa acesso real à profissionalização, competitividade e modernização, fortalecendo a base produtiva nacional.

 

Durante o evento, o presidente da ASSIMPI, Joseph Couri, afirmou que o programa inaugura “uma nova etapa de democratização do acesso à tecnologia, permitindo que o microempreendedor atue com organização, segurança e eficiência”. Ele ressaltou que “as ferramentas e os serviços que antes eram caros e inacessíveis agora passam a ser gratuitos, simples e disponíveis em escala nacional”.

 

O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, destacou durante o evento a equiparação histórica das condições de financiamento para os pequenos negócios urbanos, com acesso a taxas de crédito similares às concedidas ao agronegócio. “Pela primeira vez na história do Brasil, o empreendedor urbano passa a ter acesso a crédito com juros de 4,4% ao ano, sem a incidência da Selic — exatamente como já acontece no setor do agronegócio, que opera a 4,0%. Esse avanço corrige uma desigualdade histórica e oferece ao pequeno negócio urbano as mesmas condições de financiamento já praticadas em outras áreas estratégicas da economia. E é justamente por isso que esses empreendedores precisam de proteção, de crédito, de recursos — e de dinheiro mais barato. Cada vez mais barato.”, disse o ministro.

A implantação das 400 Delegacias SIMPI, também anunciada durante o evento, reforça a capilaridade do programa “Gestão MEI”, oferecendo atendimento e orientação presencial em todas as regiões do país, desde apoio à formalização até suporte no uso das ferramentas digitais disponibilizadas pelo programa.

 

Com o início imediato das ações previstas no acordo, o Brasil dá um passo histórico no fortalecimento do microempreendedorismo, unindo tecnologia gratuita, suporte institucional, redução de custos e políticas públicas estruturadas que ampliam a formalização e modernizam a maior base empreendedora do país.

 

DA REDAÇÃO

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Nacional

Urgente: Bolsonaro é preso pela Polícia Federal em Brasília

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A Polícia Federal prendeu o ex-presidente na manhã deste sábado, em Brasília, durante a etapa final do processo sobre a trama golpista. A Justiça o condenou a 27 anos e três meses de prisão, marcando um dos capítulos mais duros da política recente.

A Polícia Federal esteve na casa de Jair Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado (22), em Brasília, e efetuou a prisão do ex-presidente na etapa final do processo sobre a trama golpista.

O ex-presidente cumpria prisão domiciliar quando a Polícia Federal o levou após a Justiça decretar a prisão preventiva, sob argumento de necessidade para garantir a ordem pública. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Na sexta-feira (21), a defesa apresentou ao STF um pedido para que ele permanecesse em casa. Na petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados citaram problemas de saúde e alegaram risco à vida do ex-presidente. Eles solicitaram que Bolsonaro continuasse em prisão domiciliar, regime em que estava desde 4 de agosto.

DA REDAÇÃO

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Internacional

Trump zera tarifa de 40% sobre café, carne e outros produtos do Brasil

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Suspensão de tarifas dos EUA ocorre após encontro de Mauro Vieira e Marco Rubio em Washington na última semana

 

A Casa Branca publicou, nesta quinta-feira (20/11), uma ordem executiva que zera as tarifas de 40% dos Estados Unidos sobre alguns produtos agrícolas brasileiros. Com a decisão, as tarifas sobre carne bovina fresca, resfriada ou congelada, produtos de cacau e café, certas frutas, vegetais e nozes, e fertilizantes foram zerados.

Na última sexta-feira (14/11), o governo norte-americano já havia anunciado a retirada das tarifas globais de 10%, mas alguns setores brasileiros ainda continuavam taxados com 40%.

Segundo o texto, a Casa Branca considera que houve “progresso inicial” nas negociações conduzidas após uma conversa telefônica entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 6 de outubro. O diálogo abriu caminho para uma revisão da medida punitiva, adotada sob justificativa de que políticas do governo brasileiro representariam uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança e aos interesses econômicos dos EUA.

 

A ordem, assinada pelo presidente Donald Trump, é válida para produtos que entraram no Estados Unidos a partir de 13 de novembro.

Produtos agrícolas excluídos da tarifa de 40%:

  • Carne Bovina, inclui carcaças, metades e cortes de carne bovina, frescos, resfriados ou congelados, em diversas condições (com ou sem osso, processados ou não processados);
  • Frutas, vegetais, raízes e tubérculos como tomates, chuchu e castanhas;
  • Frutas diversas, como por exemplo coco, banana, abacaxi e laranja;
  • Sucos de laranja, congelado ou não congelado, e suco de frutas cítricas;
  • Café, chá e especiarias;
  • Cacau e derivados;
  • Fertilizante.

A lista detalhada inclui uma vasta gama de minérios (ferro, estanho, carvão, linhito, turfa, alcatrão), óleos minerais (petróleo, óleos brutos, combustíveis), e numerosos artigos relacionados a peças de aeronaves.

Os setores que permanecem sujeitos à alíquota adicional de 40% são aqueles cujos produtos não constam na extensa lista de exclusão como máquinas e implementos agrícolas, veículos e autopeças, aço e derivados siderúrgicos, produtos químicos específicos, têxteis e calçados.

A decisão representa um gesto político importante: setor diretamente impactado pelo tarifaço, o agronegócio brasileiro pressionava o governo Lula por uma reação diplomática mais incisiva.

Apesar da flexibilização, o governo Trump reafirma que o estado de emergência permanece em vigor. Ou seja, as sobretaxas continuam aplicadas à maior parte dos produtos incluídos originalmente.

Marco Rubio e Mauro Vieira em Washington

A ordem também autoriza novos ajustes tarifários caso o Departamento de Estado conclua que o Brasil não está atendendo às exigências dos EUA. Todos os órgãos de comércio e segurança envolvidos no caso — incluindo Tesouro, Comércio, Segurança Interna, USTR e Conselho de Segurança Nacional — seguem com poderes para monitorar e recomendar novas medidas.

Reembolsos e impacto econômico

Importadores afetados pela mudança poderão solicitar reembolso de tarifas cobradas indevidamente a partir da data de vigência da nova regra. Os procedimentos serão conduzidos pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Economistas ouvidos pelo setor ainda avaliam o impacto da reversão parcial. A depender da lista final, a medida pode aliviar pressões sobre cadeias exportadoras brasileiras e conter preços no mercado americano — um dos efeitos colaterais indesejados da tarifa de 40%, especialmente no setor alimentício.

 

DA REDAÇÃO

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