MENU

Search
Close this search box.

Suziene Cavalcante

COMPOSTURA QUE FLUI

Publicados

em

Por: Suziene Cavalcante

 

Flua, ó minha alma, ouse pensar diferente!
Derrame essências na própria compostura reluzente!
Siga assertiva em cada resposta! Um espírito autêntico nunca sobra!
É indispensável realmente!

Siga exalando intelectualidade!
Num mundo farto de mediocridade!
Tua Arte não é para as massas, na verdade!
É pr’os seletos, qualitativamente!
C’a compostura fiz convênio… Imponho-me até c’o meu silêncio! Flua, ó minha alma! Como o voo dos gênios!
Tens um espírito antigo como os milênios!
Viventemente!

A poesia te escolheu de modo formidável!
Flua como o voo d’um gênio insondável!
Prefira a liberdade dos pássaros do que um ninho “confortável “…
Flua livremente!

Soberania interior, com certeza!
Movo-me com domínio de mim mesma!
Senhora de minha inteireza!
Irrevogavelmente.

Ó poesia…que eu sempre a componha!
A Arte de dominar o verbo com o espírito terno dos que sonham…
Que os montes da inconsciência eu transponha!
Sempre e persistentemente.

Rótulos ideológicos são irrespiráveis! E a insensibilidade moderna e seu empobrecer são inegáveis!
Não busco eco nas multidões manipuláveis…
Busco a raridade sempre!
Não busco validação nas massas numéricas…
Busco as almas despertas em dialética!
Que transbordam autossoberania e ética…
Cavalcantemente!

 

( Suziene Cavalcante: Poeta brasileira)

Propaganda

ARTIGOS

HINO À ÁRTEMIS II MISSÃO ESPACIAL

Publicados

em

Por: Suziene Cavalcante

Das fornalhas do Space Launch System ergue-se um cântico de fogo… E a Orion torna-se verbo lançado ao infinito formoso!

Ali vão quatro destinos humanos, em magnânimas desbravações…
Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, Jeremy Hansen: nomes que a História pronunciará como constelações.

Entre a sombra azul da Terra e o lume prateado da Lua… Quatro corações o Planeta levam, farão do infinito a bela rua!

Sobre o dorso de fogo do Space Launch System, sobe o espírito humano em forma de nave…
E a Orium rasga o véu da atmosfera, como flecha luminosa apontada para a eternidade.

Agora a coragem não veste bandeiras, veste humanidade…E cada órbita desenhada no escuro é um verso novo da nossa imortalidade!

Onde a ciência se ajoelha diante do mistério e, ainda assim, ousa avançar…
Ó lua, guardiã dos silêncios eternos…
Espelho noturno do nosso olhar!

Ó astronautas, filhos da Terra, e peregrinos do infinito!
Na cápsula, pulsa o coração de todos os vivos…

Vós vistes o Eterno no Espaço profundo!
E o ser humano a louvar o Eterno… Então, nascemos para dialogar com o Universo, não apenas para habitar o mundo.

Quatro corações levam a Terra indizível…
Reid Wiseman, firme no comando do impossível!
Victor Glover, guiando o amanhã com mãos serenas…
Christina Koch, a história ouve a voz feminina plena!
Jeremy Hansen, a ciência e Jesus no Cosmo…
Abraçam a Lua com os olhos…
E voltam trazendo nos trajes benditos…
O pó invisível do infinito!

A NASA reacende a trilha das estrelas…
No firmamento, baila a sua bandeira!
Pois a Lua já não pertence a uma nacionalidade…
Mas ao destino coletivo da humanidade!

Ó Ártemis, deusa do limiar e da travessia…
Teu nome agora é nave, é chama, é retorno, é poesia!
Tua missão não é só chegar ou subir…
É provar que aínda sabemos partir!

E quando a cápsula novamente os mares da Terra toca…
Não trará apenas astronautas de volta…
Mas a antiga e esquecida certeza que centelha…
Que nascemos prá olhar pr’o céu e responder ao chamado das estrelas!

 Suziene Cavalcante: Poeta brasileira, compositora, cantora

Continue lendo

Suziene Cavalcante

HINO À MONA LISA DE LEONARDO DA VINCI (*) Suziene Cavalcante

Publicados

em

Ó Mona Lisa, filha da eternidade!
Da Vinci ergueu-te no Olimpo da Arte…
Cânone da perfeição da ” Da Vincilidade”
Sorriso de enigma que afronta os séculos…
Epopeia monumental mais poderosa que exércitos!
Ó Senhora dos séculos na tinta da imortalidade!
Filha do pincel do gênio supremo…
O rosto da eternidade, entre mundos, suspenso !
Musa imorredoura, esfinge do Renascimento…
Onde a Arte encontra a eternidade!

Em ti, o gênio tocou o infinito:
O humano no eterno…
O divino no finito!
Tua glória não tem crepúsculo!
Epopeia em cantos múltiplos!
A pintura de alto púlpito polibonito!
Ó titã da tela e pincel!
Ó gênio da Leonardinidade!
Antes de ti, a pintura buscava o céu…
Depois de ti, o céu buscou a Arte!

Pintura psicogênica criada pela alma!
Obra delineada c’os mistérios das altas moradas!
Espetáculo dos milênios, onde cantam lindos épicos…
Templo do silêncio, onde andam cinco séculos!
Semblante onde a eternidade respira…
As digitais do gênio na pele de Mona Lisa!

 

Povos da Terra, erguei os olhos ao pincel:
Eis a chama que Da Vinci arrancou dos céus!
Nenhuma cor ousou jamais tão fundo laurel!
Titã da criação que escreveu em cores…
Gerações e Eras contemplam teus esplendores!
Mona Lisa, a eternidade vestida em cores, e em tinta fiel!
Ó rosto mais vasto que mares!
Que possui o coro da humanidade…
Mais feminino que os luares..
Eco da perfeição artística aos olhares…
D’arte és o troféu!
Será que o Sol, cansado dos céus, veio morar em tua face de mel?

Continue lendo

Mulher

A quarta Década, por Suziene Cavalcante

Publicados

em

A QUARTA DÉCADA
Por: Suziene Cavalcante

Depois da quarta década…
As conversas ficam mais dialéticas…
A visão de mundo, mais ética…
Ah, o poder da madureza!
Depois dos quarenta anos…
As primaveras, em seus ângulos, ficam mais belas desabrochando…
Ah, o poder da profundeza!

O inverno, amigo do agasalho…
Conta-nos segredos irrevelados…
Os cabelos, confidentes grisalhos…
Admoesta-nos em tom sabializado…
Ah, o poder da sutileza!
Não apreciamos mais os atalhos…
A beleza d’um caminho inteiro é mostrado…
Os pés sentem mais o chão, o assoalho…
Ah, o poder da inteireza!

O abraço dos ciclos traz uma paz libertadora…
São de olhos fechados que vemos as belezas mais arrebatadoras…
Passar anos contemplando os segundos, é ação promissora…
Ah, o poder de ser eu!
Vencemos como a prata no crisol…
Com’as flores que se voltam à luz do sol…
O tempo é o mais brilhante farol…
Ah, o tempo é um deus!

Aprendemos apreciar mais a atemporalidade…
Do que propriamente a efemeridade…
Acima das cronologias e convencionalidades…
Ah, o poder do mundo interior!
A vibração estética e psíquica…
São d’uma madureza riquíssima…
Acima do que é ditado nas liças…
Ah, o ser livre, sem penhor!

Falamos bem menos, em tom mais brando…
E percebemos, nisso, mais peso intrínseco que no ouro branco…
Ah, o poder de calar!
O mistério nos veste como a brisa de uma estrela…
O nosso mar se adoça mais que o mel das abelhas…
O ego evolui à unidade-centelha…
Ah, cada mistério decide se revelar!

O amor se torna mais compassivo…
Já não arde, aquece com sentido…
Os vínculos se tornam mais intuitivos…
Tempo: Que sábio professor!
Já não buscamos o fogo breve…
Mas a chama que persiste, suave e leve…
E cada presença ganha um tom mais leve…
Ah, o poder do amor !

A fé já não precisa de moldura…
É vivida em gestos, com brandura…
Ah, o poder das essências!
O sagrado se manifesta na ternura…
Ah, o poder da espiritualidade madura…
Nas consciências!

Já não pedimos provas ao céu…
A alma repousa como um fiel véu…
E tudo em nós canta sem tropel…
Ah, o espírito quando se depura!
Passamos a respeitar todas as formas de crer…
A ética é a bailarina que mais dança em nosso viver…
O respeito ao próximo é o maior sócio do crescer…
Ah, o poder da ternura!

Tempo é um Mestre que burila a alma…
Um portal para a essência que exala…
É uma divindade que orienta e acalma…
Ah, é um eterno-ser!
A sabedoria parece vir de óculos…
Num ápice lírico e filosófico…
As preciosidades mais refinadas do Cosmos…
Passamos a ver!

As décadas nos ensinam, com olhar bonito…
Que a vida não finda, ela se dissolve no infinito…
Como um papel que foi escrito…
E com sua mensagem, o vento o leva, em viagem, às margens dos paraísos!
Ah, eu aprendi isso!

A morte deixa de existir…
São apenas degraus em que as naus irão subir…
Ah, tempiar não é só existir!
O tempo é um evangelho…
Que grava o efêmero e o eterno…
Tem valor pedagógico, tem refrigério… aqui!

Amadurecer é tocar o sublime levemente…
O tempo mentora as consciências que se tornam em auroras, suavemente…
Ah, que bela arte!
O tempo é um sol sutil em chamas…
Uma oferenda de beleza à alma humana…
Sua passagem é um cântico de plenitude que emana…
Ah, emana eternidade!

(Suziene Cavalcante: Poeta brasileira)

Continue lendo

Mais Lidas da Semana