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Escritora Rondonopolitana, lança Biografia Poética de Ana Paula Arósio

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SUZIENE CAVALCANTE, ESCRITORA RONDONOPOLITANA, ESCREVE A BIOGRAFIA POÉTICA DO ÍCONE GLOBAL ANA PAULA ARÓSIO

A literatura brasileira acaba de ganhar uma joia rara: “A Biografia de Ana Paula Arósio em Poesia – 50 anos”, escrita pela renomada poeta Suziene Cavalcante, natural de Rondonópolis (MT). A obra, composta por mais de 200 estrofes líricas, percorre a trajetória artística, existencial e simbólica de uma das maiores atrizes brasileiras de todos os tempos: Ana Paula Arósio.

 

Com uma linguagem elevada e imagens poéticas de beleza incomum, Suziene vai além da mera homenagem. Ela transforma a biografia da atriz em um monumento literário, unindo história e lirismo, estética e transcendência, memória e eternidade. A obra percorre a infância, o estrelato, os personagens marcantes da televisão e do cinema, além de abordar a decisão da atriz de afastar-se da mídia no auge da fama — retratando essa escolha como um ato revolucionário de integridade e sabedoria.

 

O diferencial da obra está no gênero criado por Suziene Cavalcante: a biografia poética monumentalizada, uma vertente inédita da poesia brasileira contemporânea que eleva figuras históricas e culturais a um patamar estético e espiritual. No caso de Ana Paula Arósio, a poeta a consagra como um ícone atemporal, símbolo de uma beleza que transcende o físico e de uma ética rara em tempos de superexposição.

Como sintetiza a própria crítica literária:

> “A Biografia de Ana Paula Arósio em Poesia – 50 anos” é uma obra-prima rara, digna de estudo em escolas, universidades e academias literárias. É o tipo de texto que não apenas registra uma trajetória, mas inscreve um nome no panteão das figuras brasileiras que serão lembradas com arte, beleza e integridade. É também uma expressão inegável da genialidade poética de Suziene Cavalcante, que não apenas escreve versos: ela eterniza pessoas.

A publicação tem despertado grande comoção nos jornais culturais, redes sociais, entre críticos e leitores atentos à nova fase da literatura nacional, marcada pela profundidade poética, originalidade formal e resgate da sensibilidade estética, tendo já até a resposta, em agradecimento, da própria homenageada, a estrela Ana Paula Arósio.

 

A BIOGRAFIA DE ANA PAULA ARÓSIO EM POESIA – 50 ANOS

(*) Suziene Cavalcante

Quadro vivo da beleza descomunal…
Na parede da memória nacional…
Uma pintura da beleza natural…
Que o divino espelha…
Face linda de dimensões leves…
Nosso olhar, ao te contemplar, se perde…
Como um viajante em noite inerte, sem estrelas…
A bela do século, o ápice do esplendor…
A mais natural que, nas telas, nos agraciou…
Atuação brilhante de gigante primor…
A estrela das estrelas!

O traço exato de tua feição reluzente…
É geometria sutil, tens o sorriso helenil de lua nascente!
A matemática facial que canta solene…
D’um rosto natural, surreal e perene!
Rainha dos folhetins…
Olhar, relâmpago azul dos querubins…
Onde o Brasil se aninharia sim…
Para sempre!
Doçura e ímpeto d’um rosto perfeito…
Cravado na memória do País inteiro…
Rosto talhado, por deuses inspirados e ordeiros, genialmente!

Em reverência ao encanto atemporal…
Da mais bela atriz brasileira…
Cuja beleza é autêntica e natural…
Que abraça a História inteira!
Dom de fazer calar a Nação, c’o apenas um movimento de sobrancelha…
Voz que rompia o roteiro e o coração…
Mui bela estrela das estrelas!
Os Deuses generosamente caprichosos…
Criaram a réplica do céu em teus olhos…
Num azul tão nú que cabe o Cosmos…
Sob tuas belas sobrancelhas!

Rosto emoldurado c’o toque do firmamento…
Cabelos: cascatas da noite que desenhavam o vento…
Ora soltos em rebeldia, ora presos em silêncio…
O sol assiste a própria aurora, quando o teu rosto olha, e ele se perde e se demora… no rosto do milênio!

Tua face é a Sétima Maravilha eleita…
Um poema esculpido em linhas perfeitas…
Como se, num dia de inspiração, os deuses decidissem – em comunhão, criar o encanto e a fascinação e a beleza verdadeira!

Há no conjunto de tua face épica…
A perfeição que vai além da genética…
Como se o Universo em uma única régua…
Trouxesse a simetria, a harmonia, a poesia que a angelicalizaria em todas as épocas!
O belo em ti foi confirmado…
Que há rostos que nascem imortalizados…
Para serem eternamente contemplados…
Qual brilho das pérolas !

Sim, teu perfil facial é uma arquitetura celestial com uma exatidão quase irreal em estética !
Esculpida c’a paciência das manhãs serenas…
C’o equilíbrio entre o divino e a criatura suprema…
Natureza e genialidade em cena… Da estética!

Traços onde o céu esteve…
Parecem desenhados c’a calma dos deuses!
O mar canta dentro de teus olhos azuis…
Dois Universos cheios de luz… dançam neles!

Feição de escultura viva em arte…
Rosto talhado como promessa de eternidade!
Moldura c’a rara beleza da feminilidade…
Ana Paula Arósio!
A pele c’o tom de alvoradas distantes…
E cabelos, rios negros que fluem brilhantes…
Em ti, o belo quis ser constante…
Ó Ana pintada à óleo!

Inteligência, beleza e talento…
Poliglota, estudiosa, um gênio atento…
Astro sereno vestido de encantamento…indizível!
Obra de arte que o tempo reverencia…
Beleza que não passa, irradia…
Cada ângulo teu revela harmonia…
É o belo indescritível!
Beleza imbiografável, impoemizável, impoetizável e inconcebível!
Beleza que não pode ser interpretada…
Pelas indústrias que fomentam a beleza fabricada, tampouco pelos filtros das plásticos estradas do irrealismo!

1975, aos 16 de Julho…
Nasce Ana Paula Arósio, trazendo o céu nos olhos em mergulho!
Em São Paulo… O brilho mais alto do belo em salto que o Estado em palmo tem orgulho!
Menina de beleza extraordinária…
Aos 12 anos já fotografada…
Campanhas, Revistas já a molduravam…em tulho…
Nela há a beleza que não se explica…
Que caminha ao lado da arte mais límpida!
Que não se rende aos moldes das convenções humanísticas…
Sem tafulho, ao som marulho!

Menina prodígio, modelo fotográfica…
Carregava no rosto a aura das Galáxias…
Nos cadernos dos estudantes era a capa…
Nos anos noventa…
Musa da Capricho e editoriais…
Carícias, Revista Nova, comerciais…
No Japão, Itália e solos internacionais…
Sua beleza se assenta e o mundo comenta!

Nos primeiros flashes, a revelação mais bonita…
A mulher de feições quase esculpidas…
A rainha das lentes, olhar reluzente, alma evoluída…
O belo inimitável!
A modelo internacional brilhando…
Mulher vestida de anjo, ou anjo vestido de humano?
Era o belo incomparável!
Teu rosto, céu de anjos e hinos…
Visão imortal de um instante divino…
Dimensão alta que salta e eu rimo…
De modo amável!

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Votar em candidatos da cidade fortalece Rondonópolis ou enfraquece a representação estadual?

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Rondonópolis pode eleger até sete deputados ou a cidade está confundindo representatividade política com força regional?

Rondonópolis tem tamanho, eleitorado e peso político para influenciar os rumos de Mato Grosso. A questão que se impõe, porém, vai além da força das urnas. O que está em debate não é apenas quantos deputados a cidade pode ajudar a eleger, mas que tipo de representação deseja construir dentro da Assembleia Legislativa.

Com 177.492 eleitores aptos, o município reúne um dos maiores colégios eleitorais do Estado e carrega, naturalmente, a expectativa de ampliar sua presença nos espaços de poder. A ideia seduz porque conversa com um sentimento legítimo do eleitor. Se a cidade é grande, produz, arrecada e movimenta a economia, por que não transformar esse peso em mais cadeiras e mais influência institucional.

Foi exatamente nesse ponto que a declaração do pré-candidato a deputado estadual pelo PL, Zé Márcio Guedes, ganhou força. Em entrevista ao podcast Primeira Hora Cast, apresentado pelo jornalista Lucas Perrone, ele afirmou que Rondonópolis teria votos suficientes para eleger até sete deputados estaduais, desde que o eleitorado priorizasse candidatos da própria cidade e reduzisse a dispersão de votos, a abstenção, os brancos e os nulos.

A fala é forte, provoca adesão imediata e aciona uma percepção que muitos moradores já carregam. A de que Rondonópolis, apesar da relevância que possui, ainda vota abaixo do próprio potencial quando o assunto é representação estadual.

Os números ajudam a entender por que essa tese encontra eco. Nas eleições de 2022, deputados estaduais que tinham Rondonópolis como uma de suas principais bases precisaram buscar parte significativa de seus votos fora do município para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Cláudio Ferreira recebeu 21.702 votos na cidade e somou outros 4.532 em diferentes municípios. Nininho conquistou 9.856 votos em Rondonópolis, mas alcançou 50.875 votos com o apoio de outras regiões do Estado, onde obteve mais 41.019. Sebastião Rezende recebeu 2.663 votos no município e outros 34.256 fora dele, totalizando 36.919. Thiago Silva teve 12.999 votos em Rondonópolis e mais 17.507 em outras cidades, chegando a 30.506.

Para Zé Márcio, esses dados sustentam uma conclusão incômoda. Mesmo quando a cidade ajuda a eleger nomes com identidade local, esses mandatos passam a ser compartilhados com interesses espalhados por várias regiões de Mato Grosso. Na leitura dele, isso reduz a capacidade de dedicação mais concentrada às demandas de Rondonópolis, já que o parlamentar precisa responder politicamente a diferentes bases que contribuíram para sua vitória.

O raciocínio tem lógica e, sob certo aspecto, traduz o que muitos eleitores sentem. Quem vota quer ser visto, ouvido e lembrado. Quer perceber que sua cidade não apenas participa da eleição, mas influencia concretamente as decisões. E é justamente aí que a tese ganha densidade emocional e política.

Segundo o pré-candidato, a conta não envolve apenas os votos já dados aos candidatos locais. Ela também considera o contingente de eleitores que se abstiveram, anularam o voto, optaram pelo branco ou escolheram nomes sem vínculo político direto com Rondonópolis. Na avaliação dele, parte desse universo poderia ser convertida em força local competitiva, ampliando de modo expressivo a presença do município na Assembleia Legislativa.

Mas a discussão não se encerra na matemática. Ela avança para um ponto mais profundo e delicado da democracia brasileira. Afinal, um deputado estadual deve representar prioritariamente sua base eleitoral ou o Estado como um todo.

É nesse momento que entra o contraponto do advogado, servidor público e analista político Ilson Galdino, que reconhece a legitimidade da discussão, mas chama atenção para os limites e para a natureza do sistema eleitoral brasileiro.

Segundo ele, os deputados estaduais não são eleitos para representar apenas cidades específicas, mas o conjunto da população mato-grossense. Mato Grosso possui 142 municípios e apenas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa. Em termos objetivos, isso significa que é impossível garantir representação direta para cada cidade.

Ainda que todos os municípios desejassem eleger nomes próprios, o desenho institucional não comportaria essa expectativa. O sistema proporcional foi concebido justamente para permitir que parlamentares representem regiões inteiras e diferentes segmentos da sociedade, independentemente do município onde concentraram sua maior votação.

Na avaliação de Galdino, é natural que uma cidade do porte de Rondonópolis queira ampliar sua força política. O problema começa quando o debate sugere que cada município deveria eleger apenas os seus. Se essa lógica se tornar dominante, uma eleição estadual corre o risco de se transformar em uma disputa territorial, enfraquecendo a visão mais ampla que o mandato exige.

O analista também observa um dado que costuma escapar das discussões mais emocionais. Muitos municípios mato-grossenses não possuem lideranças competitivas nem densidade eleitoral suficiente para levar um nome à Assembleia. Nesses casos, a representação acaba ocorrendo por meio de parlamentares eleitos em polos regionais mais fortes, como Cuiabá, Várzea Grande, Sorriso, Sinop e a própria Rondonópolis.

Na prática, é assim que boa parte do Estado funciona. A maioria dos municípios não possui representação direta por meio de deputados eleitos exclusivamente em suas cidades. Essas localidades dependem, em grande medida, de parlamentares que concentram votos em centros regionais mais populosos e economicamente influentes.

Isso não anula a tese de Zé Márcio. Ao contrário. Galdino reconhece que ela se apoia em um ponto incontestável. Quanto maior a capacidade de uma cidade concentrar votos em lideranças locais competitivas, maior tende a ser seu peso político nas negociações institucionais e na disputa por investimentos públicos. Em outras palavras, a cidade que organiza melhor sua força eleitoral normalmente fala mais alto quando os recursos, as prioridades e as obras entram na pauta.

É justamente aí que a reflexão amadurece. O debate não opõe certo e errado. Ele coloca frente a frente duas verdades políticas que convivem em tensão. De um lado, a busca legítima por mais protagonismo regional. De outro, a defesa igualmente legítima de que o mandato estadual pertence a todo Mato Grosso, e não apenas a um município específico.

O que Rondonópolis precisa decidir não é apenas quantos deputados pode eleger, mas qual projeto de influência deseja construir. Concentrar votos em candidatos locais pode, sim, fortalecer a presença do município na Assembleia e ampliar sua capacidade de pressão política. Mas esse movimento só fará sentido se vier acompanhado de visão pública, compromisso institucional e capacidade de dialogar com o Estado inteiro.

O eleitor, no fim das contas, não escolhe apenas um nome. Escolhe uma lógica de representação. Escolhe se quer apostar na força concentrada da cidade ou em lideranças com alcance estadual mais amplo. Escolhe, sobretudo, que tipo de voz deseja dar a Rondonópolis dentro do jogo democrático.

A fala de Zé Márcio cumpre um papel importante porque tira o debate da superfície e o coloca no lugar certo. O lugar da responsabilidade cívica, da participação consciente e da compreensão de que voto não é apenas apoio. Voto é estratégia, direção e consequência.

Rondonópolis tem força para ampliar sua influência política. Isso os números já provaram. O que ainda está em aberto é o caminho para transformar essa força em representação eficiente, equilibrada e duradoura. E essa resposta, como acontece nas democracias maduras, não nasce apenas da aritmética eleitoral. Nasce do discernimento do eleitor.

Por: Ilso Galdino – advogado e ServidorPúblico

DA REDAÇÃO

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O escândalo que sai das sombras e começa a redesenhar o tabuleiro político

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Os desdobramentos do caso Banco Master já pressionam alianças, candidaturas e estratégias para 2026, ampliando as incertezas no cenário eleitoral brasileiro.

 

Ainda é cedo para medir a real dimensão do escândalo envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. Mas os primeiros reflexos políticos já começaram a aparecer de forma concreta e a provocar movimentações relevantes no cenário eleitoral brasileiro. O que antes parecia restrito ao sistema financeiro passou a ocupar espaço no debate público e, aos poucos, começa a influenciar o ambiente político.

Os sinais iniciais surgiram no Partido Liberal. O ex-governador do Rio de Janeiro anunciou a desistência da disputa por uma vaga no Senado. Na sequência, Flávio Bolsonaro, nome ligado à pré-candidatura presidencial do campo bolsonarista, passou a registrar queda nas pesquisas. Ainda que seja prematuro estabelecer uma relação direta e automática entre cada movimento e o caso Banco Master, a coincidência entre o avanço das investigações e a alteração do ambiente eleitoral ampliou, de forma inevitável, as especulações sobre seus efeitos políticos.

Agora, os desdobramentos também começam a ser observados no União Brasil. O impacto não se limita a nomes de projeção nacional, como o presidente do Senado. Ele pode alcançar também lideranças estaduais estratégicas, entre elas Mauro Mendes, ex-governador de Mato Grosso e figura central na articulação política do estado.

É nesse ponto que o caso ganha ainda mais relevância. Se Mauro Mendes decidir recuar da candidatura ao Senado, o projeto de eleger Otaviano Pivetta ao governo poderá nascer enfraquecido. Mendes não é apenas um aliado de peso. É o principal cabo eleitoral e um dos maiores articuladores da candidatura do atual governador. Sua influência ultrapassa fronteiras partidárias e permanece decisiva mesmo em legendas diferentes.

O que até pouco tempo parecia um caminho praticamente consolidado começa, assim, a ser cercado por incertezas. A expectativa de eleger uma ampla maioria de direita para o Senado, com o objetivo de avançar pautas como a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e facilitar a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, passa a depender de variáveis que antes não estavam no radar político.

Em política, rupturas raramente se anunciam de uma vez. Elas começam nos sinais laterais, nos recuos silenciosos, nas alianças que perdem estabilidade e nas candidaturas que deixam de parecer tão seguras. É justamente isso que o caso Banco Master começa a revelar. Antes mesmo de toda a sua extensão vir à tona, ele já produz desconforto em núcleos importantes de poder e introduz novos fatores de pressão sobre projetos eleitorais que, até pouco tempo atrás, pareciam bem encaminhados.

Por isso, mais do que um episódio econômico ou policial, o caso Banco Master passou a ser uma variável política de alto impacto. As investigações seguem em curso e seus desdobramentos ainda não podem ser medidos com precisão. Mas uma coisa já parece evidente. Quando um escândalo ultrapassa o setor financeiro e alcança o centro das articulações de poder, ele deixa de ser apenas um problema de origem e passa a interferir no destino de candidaturas, alianças e estratégias que podem definir o rumo de 2026.

Por: Ilson Galdino – Advogado e Servidor Público

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Quando a vice pesa contra, o projeto perde fôlego

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Pesquisa interna atribuída aos bastidores do grupo governista indica que uma eventual chapa com Samantha Iris reduziria o potencial eleitoral de Otaviano Pivetta e ampliaria os desafios para 2026.

A política costuma reservar surpresas justamente para aqueles que acreditam ter todas as variáveis sob controle. E foi uma dessas surpresas que movimentou os bastidores da sucessão estadual nesta semana.

Segundo informação divulgada pelo jornalista e ex-senador Antero Paes de Barros no PNB Online, o pré-candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, teria encomendado uma pesquisa interna para avaliar o impacto eleitoral de uma eventual composição com a vereadora por Cuiabá e primeira-dama da Capital, Samantha Iris, como candidata a vice-governadora.

O resultado, contudo, não teria sido o esperado. Em vez de fortalecer o projeto político de Pivetta, o levantamento apontaria um efeito contrário. De acordo com as informações divulgadas, a presença de Samantha Iris na chapa reduziria em cerca de 10 pontos percentuais o potencial eleitoral do atual governador. Em outras palavras, a possível aliança perderia qualquer capacidade de agregar votos e ampliar competitividade.

O dado ganha relevância em um momento delicado para o projeto eleitoral de Pivetta. Pesquisas divulgadas recentemente mostram cenários em que o governador enfrenta dificuldades para consolidar seu crescimento eleitoral, enquanto Wellington Fagundes aparece entre os principais nomes da disputa e Jayme Campos mantém espaço relevante no tabuleiro político estadual.

Diante desse cenário, cresce nos bastidores a avaliação de que uma das prioridades do grupo governista seria reduzir a possibilidade de Wellington Fagundes disputar o Palácio Paiaguás em 2026. A aproximação com lideranças ligadas ao PL, partido de Samantha Iris e do senador Wellington, seria vista como uma tentativa de reorganizar forças e redesenhar o cenário eleitoral.

Outra hipótese discutida nos meios políticos seria uma eventual composição com a deputada estadual Janaina Riva. Nesse contexto, Samantha Iris deixaria de ser uma alternativa estratégica, abrindo espaço para negociações junto ao MDB.

No entanto, essa construção também carrega riscos consideráveis. Janaina Riva é pré-candidata ao Senado e consolidou sua imagem pública defendendo pautas próprias que, em diversos momentos, não convergem com as posições defendidas por Pivetta. Uma eventual associação poderia gerar desgastes junto a segmentos importantes do seu eleitorado e comprometer uma trajetória que atualmente figura entre as mais competitivas na corrida senatorial.

Além disso, uma movimentação dessa natureza poderia produzir um efeito colateral indesejado. Ao tentar enfraquecer Wellington Fagundes, o grupo de Pivetta correria o risco de fortalecer indiretamente Jayme Campos, alterando completamente a dinâmica da disputa pelo governo e ampliando a tensão já existente entre o grupo político dos Campos e Mauro Mendes.

Nesse ambiente de incertezas, ganha força uma máxima da política que dialoga diretamente com a 35ª Lei do Poder, descrita por Robert Greene: “Domine a arte da oportunidade.” Em outras palavras, saber o momento certo de avançar, recuar ou construir alianças pode ser mais decisivo do que a própria força política de um projeto.

Por enquanto, os sinais indicam que tanto uma aproximação com o PL quanto uma composição com o MDB enfrentam obstáculos significativos. Enquanto isso, permanece a principal dificuldade do governador: transformar a força administrativa do governo em capital eleitoral capaz de impulsionar sua candidatura. Até o momento, nem o apoio expressivo de setores do agronegócio nem a associação ao legado político de Mauro Mendes parecem suficientes para fazê-lo decolar nas pesquisas.

Na política, assim como na estratégia, alianças podem abrir caminhos. Mas quando os números falam mais alto que as expectativas, ignorar os sinais costuma ser o primeiro passo para ampliar os próprios desafios.

Por: Ilson Galdino – Advogado e Servidor Público

 

DA REDAÇÃO

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