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WENDEL GIROTTO

Março reforça urgência da luta das mulheres em Mato Grosso

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O mês de março marca o período internacional de mobilização pelos direitos das mulheres. Em Mato Grosso, a data ganha contornos ainda mais urgentes diante dos índices de violência e das desigualdades que persistem no estado.

Dados oficiais apontam que Mato Grosso está entre os estados com maiores taxas de feminicídio do país. Em 2024, foram registrados 47 casos de feminicídio, segundo informações divulgadas por órgãos estaduais de segurança pública. A maioria dos crimes ocorreram dentro do ambiente doméstico, evidenciando que a violência contra a mulher segue sendo, sobretudo, uma violência praticada por parceiros ou ex-companheiros. E não se restringem a violência no lar também em ambientes de trabalho.

Além da violência letal, milhares de mulheres enfrentam agressões físicas, psicológicas e patrimoniais. O impacto social é profundo: dezenas de crianças ficam órfãs todos os anos em decorrência do feminicídio.

Desigualdade econômica

A desigualdade de gênero não se limita à violência. No mercado de trabalho, mulheres seguem enfrentando maior informalidade, menor renda média e sobrecarga com tarefas domésticas e de cuidado, dupla jornada.

Em Mato Grosso, não é diferente do restante do Brasil, essa realidade se agrava entre mulheres negras, indígenas, trabalhadoras rurais e moradoras de regiões periféricas. No campo, mulheres agricultoras familiares desempenham papel central na produção de alimentos, mas ainda enfrentam barreiras no acesso a crédito, assistência técnica e políticas públicas estruturantes.

Participação na política ainda é um desafio

Embora representem mais da metade da população, as mulheres ainda são minoria nos espaços de poder. A ampliação da presença feminina nos parlamentos e nos cargos executivos é apontada por especialistas como medida fundamental para fortalecer políticas públicas voltadas à igualdade.

Para o vereador e dirigente Wendell Girotto (PT), março deve ser encarado como um chamado permanente à responsabilidade institucional:

“Não basta reconhecer a importância das mulheres apenas em datas simbólicas. É preciso garantir orçamento, políticas públicas efetivas e enfrentamento firme à violência. A democracia só é plena quando as mulheres vivem com autonomia, segurança e participação real nas decisões do Estado.”

Compromisso permanente

O Mês Internacional de Luta das Mulheres não se resume a homenagens. Em Mato Grosso, ele reforça a necessidade de ações concretas ampliação das redes de proteção, fortalecimento da autonomia econômica feminina e garantia de igualdade na política.

Mais do que uma pauta setorial, trata-se de uma agenda estrutural para o desenvolvimento social e democrático do Brasil.

Wendell Girotto
Vereador em Rondonópolis (MT); Militante da reforma agrária.

DA REDAÇÃO

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WENDEL GIROTTO

30 anos após Massacre de Eldorado dos Carajás, Wendell Girotto reforça papel político na luta por terra

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Girotto, destaca memória dos mártires, justiça e produção de alimentos como eixos centrais de Lutas no Brasil.

A Semana Nacional de Lutas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, conhecida como Abril Vermelho, mobiliza trabalhadores em todo o país em defesa da reforma agrária e da justiça social. A data central é 17 de abril, quando se relembra o Massacre de Eldorado do Carajás, episódio que permanece como símbolo da violência no campo e da impunidade.

 

Em todo o Brasil, atos e mobilizações homenageiam as vítimas e cobram avanços concretos na política agrária, com foco na produção de alimentos, soberania alimentar e preservação ambiental.

Em Rondonópolis, a agenda incluiu uma audiência pública na Câmara Municipal, requerida pelo vereador Wendell Girotto, que reuniu cerca de 400 pessoas entre movimentos populares, sindicatos e entidades. “A luta pela reforma agrária é luta por igualdade social, distribuição de riquezas, soberania alimentar e defesa do meio ambiente. Quem produz comida merece respeito”, afirmou.

A programação local também contou com o JURA Jornada Universitária pela Reforma Agrária realizada na Universidade Federal de Rondonópolis, ampliando o debate junto à comunidade acadêmica.

Como expressão concreta de solidariedade, mais de uma tonelada de alimentos produzidos em assentamentos e acampamentos foi doada a trabalhadores da CODER e à Cáritas Diocesana, que atua junto a populações em situação de vulnerabilidade.

Ao final, Girotto anunciou a perspectiva de novos assentamentos na região, reforçando que a reforma agrária segue como uma agenda atual, necessária e estratégica para o desenvolvimento do país.

Wendell Girotto
Vereador em Rondonópolis (MT); Militante da reforma agrária.

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ARTIGOS

Juventude amplia protagonismo político e reforça defesa da educação em Mato Grosso

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A posse do novo secretário estadual de Juventude, Denilson Darc (PT), realizada ontem, marcou um momento relevante no cenário político mato-grossense. O ato simboliza não apenas a renovação de quadros, mas o fortalecimento da participação juvenil nos espaços institucionais e no debate público.
A presença cada vez mais ativa de jovens na política tem produzido impactos visíveis na agenda contemporânea, incorporando temas que dialogam diretamente com as transformações sociais, econômicas e ambientais em curso.
Renovação com novas prioridades
A atuação da juventude organizada tem ampliado o foco sobre questões estruturais, entre elas:
•Inserção produtiva e desafios do mercado de trabalho
•Proteção ambiental e emergência climática
•Saúde mental e qualidade de vida
•Acesso à educação e oportunidades
•Perspectivas de sustentabilidade e sobrevivência no futuro
Mais do que renovação geracional, trata-se de atualização do debate político diante das demandas do século XXI.
Educação no centro das discussões
Entre as pautas que mobilizam a juventude, destaca-se a defesa da educação pública democrática e inclusiva. O tema tem sido objeto de intensos debates em Mato Grosso, especialmente em relação ao modelo de escolas cívico-militares.
Setores do movimento estudantil, educadores e organizações da sociedade civil apontam preocupações sobre possíveis impactos desse formato, incluindo:
•Autonomia pedagógica
•Ambiente de pluralidade e pensamento crítico
•Dinâmica escolar e formação cidadã
•Equilíbrio entre disciplina e liberdade educacional
O debate reflete visões distintas sobre políticas educacionais e o papel da escola na formação social.
Participação juvenil e democracia
A juventude mato-grossense tem assumido papel ativo no diálogo e na crítica às políticas públicas, incluindo posicionamentos contrários a decisões do governo Mauro Mendes. Essa participação integra a dinâmica democrática e evidencia o engajamento de novas gerações na disputa legítima de ideias.
Lideranças jovens em evidência
O avanço do protagonismo juvenil também se expressa no surgimento de novas lideranças. Em Rondonópolis, Júlio Campos ganha destaque ao assumir papel de relevância partidária, sendo apontado como um dos mais jovens presidentes de partido do país.
A ascensão de quadros jovens reforça a tendência de renovação política e diversificação de perfis na representação pública.
Um movimento em consolidação
A posse de Denilson Darc insere-se em um contexto mais amplo de fortalecimento da juventude nos espaços de formulação política. A ampliação dessa participação tem sido vista como fator estratégico para o debate sobre desenvolvimento, sustentabilidade, educação e inclusão social.
Porque discutir juventude é discutir o presente e os caminhos que moldarão o futuro coletivo.
Wendell Girotto
Vereador em Rondonópolis (MT); Militante da reforma agrária.

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WENDEL GIROTTO

Mato Grosso diante da escolha: potência econômica ou projeto de futuro?

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Mato Grosso entra em 2026 colocado diante de uma escolha que vai muito além da disputa eleitoral. Somos, ao mesmo tempo, um dos estados mais ricos do Brasil e um dos mais desiguais. Lideramos a produção agropecuária nacional, mas ainda convivemos com periferias precarizadas, pressão sobre os serviços públicos e oportunidades distribuídas de forma profundamente desigual.
Essa contradição não é fruto do acaso. Ela é resultado direto de um modelo político e econômico que privilegia a concentração de renda e limita o papel do Estado na promoção do bem-estar coletivo.
No plano nacional, o Brasil vive outro momento. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recolocou o Estado como indutor do desenvolvimento, retomando investimentos em saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais. Pesquisas recentes indicam que Lula inicia 2026 competitivo e com crescimento de intenção de voto inclusive em Mato Grosso, apontando para um cenário em que o projeto de reconstrução nacional dialoga cada vez mais com a realidade do estado.
Esse movimento nacional pressiona e reorganiza o debate político local.
A disputa pelo Palácio Paiaguás revela dois caminhos
No cenário estadual, quatro nomes concentram o debate público:
Wellington Fagundes, Jayme Campos, Otaviano Pivetta e Natasha Slhessarenko.
Os três primeiros representam, com estilos diferentes, um mesmo campo político conservador, historicamente alinhado ao bolsonarismo e defensor de um Estado reduzido, com políticas públicas limitadas e forte dependência de grandes interesses econômicos.
Do outro lado, Natasha Slhessarenko representa o campo progressista e a defesa de um Mato Grosso integrado ao projeto nacional de desenvolvimento com justiça social, fortalecimento do Estado e valorização das políticas públicas.
A disputa, portanto, não é apenas entre nomes. É entre dois projetos de estado.
Crescer não basta: é preciso distribuir
Mato Grosso produz riqueza em escala global. O problema é que essa riqueza não se converte, na mesma proporção, em qualidade de vida para a maioria da população. Desenvolvimento que não chega às cidades, aos trabalhadores, à juventude e à agricultura familiar não pode ser chamado de desenvolvimento pleno.
Um projeto de futuro exige:
•presença efetiva do Estado onde o mercado não chega;
•políticas públicas fortes em saúde, educação e infraestrutura urbana;
•valorização do trabalho e da produção responsável;
•desenvolvimento regional equilibrado.
Seguir insistindo no mesmo modelo que governa o estado há décadas significa aceitar que a desigualdade seja parte natural do sistema. E ela não é.
A pergunta que 2026 impõe
A eleição de 2026 será, antes de tudo, um momento de definição estratégica. Mato Grosso terá de responder se quer continuar sendo apenas uma potência econômica para poucos ou se está disposto a construir um projeto de estado que transforme riqueza em dignidade, oportunidades e justiça social.
Essa não é uma escolha abstrata. Ela impacta diretamente a vida de quem mora, trabalha e constrói este estado todos os dias.
A pergunta que fica é simples e incômoda:
vamos seguir administrando a desigualdade ou teremos coragem política para enfrentá-la?
O futuro de Mato Grosso passa, necessariamente, pela resposta a essa questão.
Wendell Girotto
Vereador em Rondonópolis (MT); Militante da reforma agrária.
DA REDAÇÃO

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