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CPMI DO MASTER

Números da CPI do Banco Master contradizem discurso nas redes e revelam forte apoio da esquerda à investigação

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O debate em torno da possível criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o chamado “Caso Banco Master” ganhou novos contornos políticos após a divulgação de um levantamento baseado em dados publicados pela CNN Brasil. Os números mostram que partidos de esquerda tiveram participação significativa nas assinaturas do requerimento apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg, contrariando a narrativa disseminada por setores da oposição de que “a esquerda não quis investigar”.

De acordo com os dados divulgados, o Partido dos Trabalhadores foi justamente a legenda com maior número absoluto de assinaturas no pedido de CPI. Dos 68 deputados da bancada petista, 45 apoiaram formalmente o requerimento, o que representa uma adesão de 66,2%.

Outro destaque foi o Partido Comunista do Brasil, que registrou apoio integral de sua bancada: os oito deputados assinaram o pedido, alcançando 100% de adesão. Já o Partido Socialismo e Liberdade também apresentou forte apoio proporcional, com nove dos 13 parlamentares aderindo à proposta, totalizando 69,2%.

Enquanto isso, partidos ligados ao chamado “centrão” e setores conservadores registraram índices menores de participação. O Partido Liberal, principal legenda da oposição bolsonarista, teve 34 assinaturas entre seus 87 deputados — cerca de 39,1% da bancada. O União Brasil apresentou adesão semelhante, com 23 assinaturas entre 59 parlamentares.

Já o Partido Social Democrático teve apenas 10 assinaturas de um total de 44 deputados, enquanto o Progressistas registrou oito apoios entre 50 integrantes da bancada.

Segundo os números divulgados, o requerimento ultrapassou com folga as 171 assinaturas necessárias para protocolar a CPI, alcançando aproximadamente 210 apoios na Câmara dos Deputados.

Disputa política e narrativa nas redes

O tema ganhou repercussão nacional após lideranças bolsonaristas afirmarem publicamente que partidos de esquerda teriam tentado barrar as investigações envolvendo o Banco Master. No entanto, os dados apresentados mostram um cenário mais complexo e politicamente dividido.

Nos bastidores de Brasília, parlamentares avaliam que houve resistência maior em torno da proposta de CPMI defendida pela oposição bolsonarista, enquanto a CPI articulada por Rollemberg acabou recebendo apoio mais amplo entre diferentes correntes políticas.

A discussão também reacendeu o debate sobre o uso político de CPIs no Congresso Nacional e sobre a disputa de narrativas nas redes sociais, onde informações fragmentadas frequentemente acabam sendo utilizadas para fortalecer discursos partidários.

Analistas políticos apontam que os números evidenciam uma fragmentação interna nas bancadas e demonstram que o apoio às investigações não ocorreu exclusivamente por alinhamento ideológico, mas também por estratégias políticas distintas dentro do Parlamento.

DA REDAÇÃO

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