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COMÉRCIO EXTERIOR

China amplia investimentos em energia solar no Nordeste e fortalece parceria estratégica com o Brasil

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A presença chinesa no setor de energia renovável brasileira ganha força com novos investimentos em energia solar e sistemas de armazenamento no Nordeste, especialmente nos estados do Piauí, Paraíba e Bahia. A movimentação envolve gigantes globais do setor elétrico, como a CGN (China General Nuclear), State Grid e CEEC, consolidando uma parceria estratégica entre Brasil e China com impactos econômicos e tecnológicos relevantes.

Nordeste brasileiro se consolida como polo estratégico de energia solar

O Nordeste tornou-se um dos principais destinos para investimentos estrangeiros em energia renovável, principalmente pela alta incidência solar e pela disponibilidade de áreas para grandes empreendimentos. O Brasil possui uma das maiores taxas de irradiação solar do mundo, com média superior a 3 mil horas de sol por ano — especialmente concentradas nessa região.

Nesse cenário, a estatal chinesa China General Nuclear (CGN) anunciou novos investimentos que ultrapassam R$ 3 bilhões apenas no Piauí, com foco na ampliação de usinas solares e eólicas, além da implantação de sistemas de armazenamento de energia. Esses projetos podem alcançar mais de 1,4 gigawatts (GW) de capacidade instalada, além da criação estimada de até 5 mil empregos durante a fase de construção.

Outro destaque é a utilização de tecnologia de energia solar concentrada com armazenamento térmico, considerada inovadora no Brasil, capaz de aumentar a estabilidade do sistema elétrico ao compensar a intermitência típica da energia solar.

Detalhes da parceria Brasil–China no setor energético

A cooperação entre Brasil e China no setor energético não é recente, mas ganhou impulso significativo nos últimos anos por meio de missões oficiais e acordos bilaterais. Um exemplo recente foi a assinatura de memorandos de entendimento durante visitas oficiais do governo brasileiro à China, envolvendo investimentos diretos em energias renováveis.

Entre os principais pontos dessa parceria estão:

  • Aquisição e expansão de parques solares
    Empresas chinesas adquiriram e ampliaram grandes usinas solares no Nordeste, incluindo projetos em estados como Bahia e Piauí, fortalecendo a capacidade energética nacional.
  • Ampliação da infraestrutura elétrica
    A estatal chinesa State Grid, presente no Brasil desde 2010, lidera projetos de transmissão energética que permitem transportar energia gerada no Nordeste para outras regiões, incluindo o Centro-Oeste, beneficiando milhões de consumidores.
  • Integração tecnológica e financiamento internacional
    Projetos solares brasileiros passaram a contar com financiamento internacional em moeda chinesa (yuan), reduzindo custos e facilitando a importação de equipamentos fotovoltaicos de última geração.

Exemplo concreto: expansão bilionária no Piauí

O estado do Piauí tornou-se um dos principais polos da parceria Brasil–China. A CGN já atua na região desde 2019 e iniciou novos projetos ligados ao Complexo Lagoa do Barro, que representam a materialização de acordos firmados durante missões internacionais.

Os novos empreendimentos incluem:

  • Novas usinas solares de grande escala
  • Sistemas híbridos com energia eólica
  • Centros de armazenamento energético
  • Projetos piloto de geração termossolar

Essas iniciativas fortalecem o estado como um dos líderes brasileiros na transição energética e ampliam a capacidade de fornecimento nacional.

Pontos positivos da parceria Brasil–China

Especialistas apontam que os investimentos chineses no setor energético brasileiro trazem vantagens estratégicas para o país, principalmente em um momento de transição global para energias limpas.

1️⃣ Geração de empregos e desenvolvimento regional

A construção de grandes usinas solares e eólicas gera milhares de empregos diretos e indiretos, especialmente em regiões historicamente menos industrializadas do Nordeste.

2️⃣ Fortalecimento da matriz energética limpa

O aumento da produção solar reduz a dependência de fontes poluentes e ajuda o Brasil a cumprir metas ambientais internacionais, diminuindo emissões de carbono.

3️⃣ Transferência de tecnologia

Empresas chinesas lideram o desenvolvimento global de tecnologias solares e sistemas de armazenamento, permitindo ao Brasil acesso a soluções modernas e mais eficientes.

4️⃣ Segurança energética nacional

Projetos de transmissão e armazenamento aumentam a estabilidade do sistema elétrico brasileiro, reduzindo riscos de apagões e ampliando o alcance da energia renovável para outras regiões do país.

5️⃣ Estímulo à economia verde

A expansão das energias renováveis posiciona o Brasil como protagonista global na produção de energia limpa e abre caminho para novos setores, como o hidrogênio verde.

Impactos para o futuro do Brasil

O avanço dos investimentos chineses no Nordeste representa mais do que a construção de usinas solares — trata-se de uma transformação estrutural no modelo energético brasileiro. Com tecnologia avançada, capital estrangeiro e grande potencial natural, o Brasil se consolida como um dos países mais promissores na geração de energia limpa.

A parceria Brasil–China, especialmente nos estados do Piauí, Paraíba e Bahia, tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos, com expectativa de novos projetos e ampliação da infraestrutura energética, contribuindo para o crescimento econômico sustentável e para o fortalecimento da posição do país no cenário global de energias renováveis.

DA REDAÇÃO

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COMÉRCIO EXTERIOR

Mato Grosso amplia exportações de carne bovina para a Ásia em 39,4%

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Mato Grosso ampliou em 39,4% as exportações de carne bovina para a Ásia na comparação entre os 10 primeiros meses de 2024 e o mesmo período de 2025. Neste ano, o estado já embarcou mais de 458 mil toneladas de proteína bovina para 12 países asiáticos, fortalecendo sua posição como maior exportador de carne do Brasil e referência global em produção sustentável.

“A Ásia é hoje o principal motor de crescimento para as exportações de carne bovina, e Mato Grosso está muito bem-posicionado para atender essa demanda. Estamos falando de mercados que ampliam consumo ano após ano e buscam carne de qualidade, com segurança sanitária e comprovação de sustentabilidade — exatamente o que o Brasil, e especialmente Mato Grosso, têm a oferecer”, afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

De janeiro a outubro de 2024, o estado havia exportado 328,5 mil toneladas para 11 países asiáticos. Já em 2025, a Ásia passou a representar 60,6% de todo o volume exportado por Mato Grosso — acima dos 52,2% registrados no ano anterior. Esse crescimento reforça a importância estratégica da região para o avanço da pecuária mato-grossense.

A China permanece como o maior comprador. Nos dez primeiros meses de 2024, o país adquiriu 284,1 mil toneladas. Em 2025, esse volume saltou para 413,6 mil toneladas, impulsionado pela maior demanda por proteína de alta qualidade e pela ampliação do acesso sanitário do Brasil ao mercado chinês.

Além da China, outros países asiáticos também ampliaram significativamente suas compras. A Indonésia foi o caso mais expressivo: passou de apenas 250 toneladas entre janeiro e outubro de 2024 para 3,1 mil toneladas no mesmo período deste ano, o que representa um aumento de 1.160%.

Em 2025, Mato Grosso também exportou carne bovina para Macau, Hong Kong, Filipinas, Timor-Leste, Singapura, Malásia, Camboja, Maldivas, Cazaquistão e Turcomenistão, mercados que buscam diversificar fornecedores e valorizam produtos com certificações de origem e sustentabilidade.

DA REDAÇÃO

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