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Política Nacional

Governo do Brasil mobiliza R$ 60 milhões para pesquisas sobre saúde menstrual, dor pélvica e endometriose

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Parceria entre o MCTI e o Instituto Alana vai fortalecer e estruturar rede nacional de estudos sobre endometriose, doença que afeta uma em cada dez mulheres. Projetos serão selecionados por chamada pública do CNPq

O Governo do Brasil vai destinar R$ 50 milhões para pesquisas e desenvolvimento de tecnologias voltadas à saúde menstrual, à dor pélvica e à endometriose. A iniciativa contará ainda com R$ 10 milhões em recursos do Instituto Alana, totalizando R$ 60 milhões em investimentos, para fortalecer a produção científica e ampliar o desenvolvimento de soluções aplicáveis ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Os recursos federais serão destinados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os projetos serão selecionados por chamada pública lançada pelo Conselho.
Como ação complementar, o Instituto Alana apoiará a criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual. A iniciativa será formada a partir dos projetos selecionados e contará com infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.
O anúncio do investimento ocorreu nesta terça-feira, 9 de junho, na sede do MCTI em Brasília (DF). “Maior investimento já feito pelo MCTI em pesquisas sobre a saúde da mulher. Estamos diante de um problema de saúde pública que exige resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”, disse a ministra do MCTI, Luciana Santos.

Pesquisas sobre endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no Brasil terão investimento de R$ 60 milhões

 

PROPOSTAS — Para a chamada pública do CNPq, as propostas deverão se encaixar em um dos cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social.
As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.
De acordo com Ministério da Saúde, a endometriose e as dores pélvicas afetam milhões de brasileiras, impactam a qualidade de vida, a permanência na escola, a produtividade no trabalho e a saúde mental.

“O Ministério da Saúde está muito satisfeito com essa parceria porque vamos tratar de um tema pouco debatido, inclusive no Sistema Único de Saúde. Nós temos o compromisso de construir uma política pública robusta para as mulheres”, disse o ministro Alexandre Padilha (Saúde).
COOPERAÇÃO — A primeira cooperação entre o MCTI e o Alana ocorreu em 2024, com a criação da Rede Buriti para pesquisa, desenvolvimento e inovação em Síndrome de Down. Agora, eles se unem novamente para atuar nos temas de saúde menstrual e endometriose.
“O Alana complementa o investimento federal para estruturar uma rede de pesquisa que envolva e estimule a participação da sociedade civil e de meninas e mulheres afetadas diretamente pelo tema. A proposta é fortalecer a produção de evidências e criar condições para que o conhecimento científico se traduza em prevenção, diminuição de tempo de diagnóstico e cuidado desde a menarca”, disse a CEO do Alana, Flavia Doria.
DESAFIO — Os dados ajudam a dimensionar o desafio que a iniciativa busca enfrentar. Estima-se que 8 milhões de brasileiras em idade reprodutiva convivam com endometriose — entre elas, há 2 milhões de adolescentes. Apesar da alta prevalência, a condição permanece subdiagnosticada e subtratada, com atraso médio de 7 anos para o diagnóstico.

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.
IMPACTOS — A naturalização da dor menstrual desde a primeira menstruação contribui para esse cenário. Dados inéditos divulgados pelo Alana e pelo Instituto Equidade.info mostram que seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam relatam ter cólicas fortes ou moderadas, que atrapalham a rotina e exigem uso de medicação. Mais do que um desconforto, a dor menstrual tem impacto direto na vida escolar: quatro em cada dez alunas faltam às aulas mensalmente por esse motivo.
Os efeitos se estendem à vida adulta. Além dos prejuízos à saúde física e mental, as cólicas fortes — principal sintoma da endometriose — podem levar mulheres a perder até 10,8 horas de trabalho por semana. Ainda assim, dores menstruais e pélvicas permanecem pouco visíveis nos registros oficiais de saúde. Análise de dados de 469 mil meninas e mulheres de Recife (PE) mostrou que apenas 0,5% delas tinham registro formal de dor menstrual ou pélvica. Ao interpretar os textos escritos por profissionais de saúde nos prontuários, porém, foram identificados mais de 41 mil casos relacionados a essas dores, o equivalente a 9% da base analisada. A pesquisa foi feita pela Vital Strategies Brasil, em parceria com o Laboratório FrameNet Brasil da Universidade Federal de Juiz de Fora, com financiamento do Alana.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

DA REDAÇÃO

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MORADIA

Reforma Casa Brasil, fique por dentro das novas regras e veja como contratar

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 Entre as novidades está o aumento do limite de renda familiar mensal para até R$ 13 mil e a redução dos juros para menos de 1% ao mês

 

O Reforma Casa Brasil está com novidades que já estão valendo desde o começo de maio para ajudar famílias a fazer melhorias nas moradias. A partir de agora, o programa está com novas regras que aumentaram o limite de renda familiar para até R$ 13 mil por mês, diminuíram os juros para menos de 1% ao mês, e fizeram o prazo para pagamento das parcelas subir para até seis anos, com financiamento que pode chegar até R$ 50 mil.

Criado em 2025, o Reforma Casa Brasil integra o Minha Casa, Minha Vida e apoia famílias que já possuem imóvel, mas vivem em moradias que precisam de adequação para garantir mais segurança, conforto, acessibilidade e qualidade de vida. A medida reforça a estratégia do Governo do Brasil, por meio do Ministério das Cidades, de enfrentar o déficit habitacional também pela melhoria das casas onde famílias já vivem e não apenas pela construção de novas unidades.

PRIMEIRO PASSO – O primeiro passo para as famílias interessadas em ingressar no programa é ir até uma agência da Caixa Econômica Federal e fazer uma análise de crédito. Em seguida, é preciso garantir que o imóvel que será reformado esteja em uma área segura, sem risco de enchente, deslizamento ou problemas graves na estrutura. Por fim, é importante conferir o limite de idade, já que a idade da pessoa responsável pelo financiamento e o prazo do contrato não pode ultrapassar 80 anos. Apesar da regra, a conta da Caixa pode estar no nome de qualquer membro que compõe a renda familiar.

DIVERSOS PROJETOS – Os interessados em participar do Reforma Casa Brasil podem usar os recursos para diversos projetos no imóvel, desde pintura nas paredes e troca de piso até construção de cômodos, trocar portas e janelas ou instalar energia solar. Além disso, também está inclusa a possibilidade de melhorias na acessibilidade na moradia, como implantação de rampas, corrimãos e barras de apoio. O valor pode ser utilizado para comprar o material de construção, elaboração de projetos, orientação técnica e contratação de mão de obra.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

DA REDAÇÃO

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MEIO AMBIENTE

Governo do Brasil lança campanha nacional sobre separação e destinação adequada de resíduos sólidos

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Iniciativa coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com MMA, Secom/PR e Itaipu Binacional, busca fortalecer a coleta seletiva, reduzir impactos ambientais e ampliar a geração de renda para catadoras e catadores

 

O Governo do Brasil lança nesta sexta-feira (29), em Fortaleza (CE), a campanha educativa “Separação e Destinação Adequada de Resíduos Sólidos”. A iniciativa será apresentada durante o encerramento oficial do 2º Encontro Internacional de Centros de Educação e Cooperação Socioambiental (CECSA’s), realizado na Universidade Federal do Ceará (UFC).
A ação é coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e a Itaipu Binacional, com articulação do Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis (CIISC).

É um ato simples de cada cidadã e cidadão que tem forte impacto na vida de catadoras e catadores, agentes fundamentais da economia circular. A destinação correta de resíduos sólidos gera renda, reduz impactos ambientais e promove a sustentabilidade”

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
 

Entre as autoridades previstas para o evento estão a primeira-dama Janja Lula da Silva e os ministros Guilherme Boulos (SGPR), João Paulo Capobianco (MMA) e Leonardo Barchini (MEC). Também estarão presentes o governador do Estado do Ceará, Elmano Freitas, a vice-governadora Jade Romero, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão e a vice-prefeita da capital cearense, Gabriella Aguiar. Além disso, parlamentares também participarão do ato de lançamento.
Também participam do lançamento a assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Silvana Vitorassi, além de representantes do CIISC Nacional, do Governo do Estado do Ceará, Prefeitura de Fortaleza, Universidade Federal do Ceará, entre outras instituições.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GERAÇÃO DE RENDA – Com a mensagem “O resíduo que você separa vira renda na mão de quem recebe”, a campanha pretende conscientizar a população sobre a importância da separação correta dos resíduos sólidos, contribuindo para a redução dos impactos ambientais, o fortalecimento da coleta seletiva e a ampliação da geração de renda para catadoras e catadores de materiais recicláveis.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, destaca que a reciclagem começa dentro de casa e tem impacto direto na vida das pessoas que atuam na cadeia da reciclagem. “É um ato simples de cada cidadã e cidadão que tem forte impacto na vida de catadoras e catadores, agentes fundamentais da economia circular. A destinação correta de resíduos sólidos gera renda, reduz impactos ambientais e promove a sustentabilidade”, afirma.
CAMPANHA MULTICANAL – A campanha prevê ações integradas em múltiplas plataformas de comunicação, com vídeos educativos e institucionais, peças para rádio, conteúdos digitais, materiais pedagógicos, cartilhas, jogos, animações, além de ações de capacitação e eventos educativos.
A articulação com órgãos parceiros é considerada estratégica para ampliar o alcance da campanha em todo o território nacional e fortalecer ações de formação, mobilização social e apoio às cooperativas.
POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS – O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressalta que a iniciativa fortalece a Política Nacional de Resíduos Sólidos e amplia a inclusão socioeconômica das organizações de catadoras e catadores. “A separação adequada dos resíduos na origem é o primeiro elo de uma cadeia que reconhece catadoras e catadores como agentes ambientais essenciais. Ao orientar a sociedade para o descarte consciente, estamos fortalecendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ampliando a inclusão socioeconômica das organizações de catadores e reduzindo a pressão sobre os aterros sanitários – uma agenda que articula proteção ambiental, justiça social e enfrentamento da emergência climática”, afirma.
Segundo dados do Módulo Catadores do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), atualmente existem 897 organizações cadastradas no país, reunindo mais de 25 mil catadoras e catadores. O levantamento também aponta que 68,46% dessas organizações operam abaixo da capacidade instalada e que 38,4% dos resíduos triados ainda se tornam rejeitos, cenário que a campanha busca ajudar a transformar por meio da melhoria da separação dos resíduos na origem.
RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA – O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, destaca que a campanha reforça a responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos e contribui para uma cadeia de reciclagem mais eficiente e justa. “Quando falamos de resíduos, falamos de cidadania. A separação correta em casa, na escola e nos espaços de trabalho reduz danos ao meio ambiente e contribui para uma cadeia de reciclagem mais eficiente e justa, com geração de renda para muitas pessoas”, afirma.
Para a assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Silvana Vitorassi, a campanha também reforça a responsabilidade individual sobre os resíduos produzidos diariamente. “Quando entendemos que nossas escolhas diárias impactam o meio ambiente e a vida de outras pessoas, passamos a agir com mais consciência. Separar e destinar adequadamente os resíduos contribui para um ambiente mais saudável, mas também com a geração de renda para catadoras e catadores de materiais recicláveis”, destaca.
ENCONTRO INTERNACIONAL – O lançamento da campanha ocorre durante o 2º Encontro Internacional de CECSA’s, realizado entre os dias 27 e 30 de maio, em Fortaleza. O encontro reúne iniciativas e experiências voltadas à construção coletiva de soluções para desafios socioambientais e ao fortalecimento da rede nacional de centros, núcleos e equipamentos de educação ambiental. A programação inclui mesas temáticas, debates, grupos de trabalho e vivências comunitárias.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

DA REDAÇÃO

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ELEIÇÕES 2026

Lula passa Flávio Bolsonaro em segundo turno após revelações do Caso Master, mostra pesquisa Meio/Ideia

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Episódio do vazamento de conversa entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro é grave e merece investigação para 48% dos entrevistados; 57% apoiam CPI para investigar caso Master

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deixou o cenário de empate técnico contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e passou a liderar um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. Segundo pesquisa Meio/Ideia, Lula aparece com 46,5% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 41,4%.

Na rodada anterior, realizada no início de maio, o cenário era mais equilibrado. Lula registrava 44,7% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 45,3%, dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. A queda do senador ocorre após o vazamento de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro investigado Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o fundador do Instituto Meio/Ideia, Maurício Moura, o objetivo da pesquisa foi rastrear os impactos do episódio do vazamento do áudio de conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro nas eleições. “Nós conseguimos mensurar o impacto do evento na intenção de voto, mas também na percepção da população sobre o ocorrido. Não foi um episódio que passou batido e eventuais repercussões podem influenciar nos resultados daqui para frente”, explicou.

De acordo com a pesquisa, 70,4% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do áudio vazado. Outros 18,2% disseram não ter ouvido falar sobre o caso, enquanto 11,4% não souberam responder. Para 48% dos entrevistados, o episódio é grave e merece investigação. Já 20% discordam dessa avaliação.

O levantamento também mostra que 46% consideram que o episódio retrata uma prática comum da política, enquanto 21% não concordam nem discordam da afirmação e 23% discordam. Sobre a percepção de que o caso estaria recebendo atenção exagerada, 34% concordam com essa avaliação, 22% não concordam nem discordam, 36% discordam e 8% não souberam responder.

A criação de uma CPI para investigar o caso do Banco Master é apoiada por 57% dos entrevistados, enquanto 12% se posicionam contra. Além disso, 45% avaliam que o episódio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro contradiz o discurso de combate à corrupção defendido pelo senador. Outros 22% discordam dessa percepção, 24% não concordam nem discordam e 9% não souberam responder.

Segundo a pesquisa, 33,4% acreditam na versão apresentada por Flávio Bolsonaro sobre o fato, enquanto 40,6% afirmam não acreditar. O impacto do áudio na imagem do senador também foi medido: para 44% dos entrevistados, o episódio piorou a opinião sobre o pré-candidato; 30,8% disseram que nada mudou; 14,5% afirmaram que a percepção melhorou; e 10,7% não souberam responder.

Questionados sobre os efeitos do caso Flávio-Vorcaro na campanha presidencial, 33% afirmaram que o episódio prejudicará muito a candidatura do senador, enquanto 24% avaliam que prejudicará um pouco. Para outros 24%, o caso não terá impacto eleitoral, enquanto 6% acreditam que a situação pode beneficiar a campanha. Outros 13% não souberam opinar.

Cenários da disputa

Nos demais cenários de segundo turno, o presidente  Lula  mantém vantagem sobre todos os adversários testados pela pesquisa. No cenário contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula marca 46%, frente aos 40% do oponente. Caiado reduziu significativamente a diferença entre os dois. No início de maio, este mesmo cenário mostrava Lula com 44,7% dos votos e Caiado com 27,6%.

Contra Renan Santos, Lula aparece com 46% das intenções de voto, acima dos 31% do adversário. Em uma eventual disputa contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Lula registra 46%, também em alta em relação aos 37% de Zema.

Na pesquisa espontânea (quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado) o presidente aparece com 33% das intenções de voto, índice estável em relação ao início de maio, quando registrava 33,4%. Já Flávio Bolsonaro oscilou de 20% para 18,7% no mesmo período. O percentual de entrevistados que afirmam votar em branco, nulo ou em ninguém subiu de 5% para 10%, na mesma comparação, enquanto os indecisos passaram de 23,1% para 24,5%.

Nos cenários estimulados de primeiro turno, Lula lidera em todas as simulações testadas. Contra Flávio Bolsonaro, o petista registra 38,5% das intenções de voto, ante 31,5% do adversário. Em um eventual confronto com Michelle Bolsonaro, Lula aparece com 38%, contra 29,6% da ex-primeira-dama. Em uma disputa sem Lula, o ministro Fernando Haddad alcança 36,5%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 32,7%, com 5,7% de branco/nulo e 9,1% de indecisos.

Em termos de rejeição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46,7%, acima dos 44,8% registrados no início de maio. Já Flávio Bolsonaro tem rejeição de 39,8%, também em alta na comparação com a rodada anterior da pesquisa, quando marcava 38%.

Chapa feminina

A pesquisa também testou a percepção do eleitorado sobre chapas presidenciais femininas. Segundo o levantamento, 28% dos entrevistados afirmaram que uma chapa composta exclusivamente por mulheres aumentaria a chance de voto. Entre o eleitorado feminino, esse percentual sobe para 33,6%. O estudo simulou uma eventual chapa formada por Tereza Cristina e Michelle Bolsonaro. Nesse cenário, 40% dos entrevistados disseram que a composição aumentaria a chance de voto. Entre os eleitores evangélicos, o índice chega a 66,1%, enquanto entre as mulheres o percentual registrado é de 37,9%.

Um eventual segundo turno entre Lula e Tereza Cristina, contudo, ainda coloca o petista em vantagem: Lula teria 46% dos votos, enquanto Tereza somaria 27%. A CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, explicou que o cenário com chapa inteiramente feminina impulsiona votos, mas ainda não é decisivo. “A gente consegue identificar uma vontade da população por uma liderança feminina, mas ainda não o suficiente para definir as eleições”, disse.

Recorte demográfico e regional

No recorte por segmentos demográficos e regionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com desempenho mais forte entre eleitores do Nordeste, onde registra 58% das intenções de voto, além das classes D/E (51,6%), católicos (56,7%), pessoas com escolaridade até o ensino fundamental (51,1%) e eleitores pretos (54,7%). Já Flávio Bolsonaro concentra maior apoio entre o eleitorado masculino (44%), na faixa de 25 a 34 anos (44%), nas regiões Centro-Oeste (47,5%) e Sul (52,3%), além das classes A/B (44,8%), evangélicos (66,6%), pessoas com ensino médio (46%) e eleitores brancos (44,3%).

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